Secretaria de Meio Ambiente lança estudo sobre a desertificação em Pernambuco

quinta-feira, março 04, 2021
A Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado (Semas), apresentou, nesta quinta-feira (4), um estudo sobre o processo de desertificação em Pernambuco. O "Zoneamento das áreas suscetíveis à desertificação em Pernambuco" foi realizado nas regiões do Agreste, Sertão, e Zona da Mata Sul, abarcando 123 municípios do semiárido pernambucano, e contou com a parceria da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). De acordo com a Semas, foram investidos R$ 589.425 no projeto.
A desertificação é definida como a destruição da base de recursos naturais, como solo, vegetação, água, e é resultado de intervenções humanas no meio ambiente, e de fenômenos naturais, como a variabilidade do clima. Diante disso, o estudo considerou diretrizes ambientais e sociais para ser realizado, através do mapeamento das variáveis físicas - que envolvem estudos do solo e cobertura da vegetação local, além de seus usos e cobertura das terras -. A segunda etapa do projeto, abarcou os estudos de mapeamento em conjunto com a população local, em 61 encontros intitulados “Diálogos Municipais”, que abrangeu 122 municípios.

“Os encontros permitiram aos atores locais trabalhar a percepção sobre temas gerais como o Semiárido e a desertificação, além do significado e importância do zoneamento. Ampliou ainda a discussão de forma mais balizada de aspectos específicos referentes aos territórios e às questões ambientais associadas às dimensões sociais e econômicas”, explicou a Semas.

Ao longo do evento virtual de apresentação do projeto, degradação do solo, desmatamento da caatinga e a constante mudança no clima - resultado também dessas degradações e de processos naturais - foram apontados como fatores que contribuem para a vulnerabilidade socioeconômica, seca e para o processo de desertificação das áreas semiáridas.

De acordo com o gerente de Adaptação e Resiliência do Semiárido, Sérgio Mendonça, o zoneamento da desertificação no estado tem o objetivo de subsidiar políticas públicas de desenvolvimento, “levando em consideração também os aspectos sociais, em consonância com o Plano de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca”, de forma integrada.

“A seca e a desertificação é um sério e complexo problema ambiental que afeta regiões áridas, semiáridas e subúmidas de todo o mundo. E a partir da degradação ambiental, pode se agravar de maneira progressiva e produzir não só a perda de recursos naturais na localidade – com a transformação e supressão de ecossistemas – mas também a desestruturação de bases produtivas locais e regionais. Tal processo reflete diretamente na qualidade de vida no semiárido e reduz o IDH das regiões afetadas”, acrescentou a secretaria, em nota.

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade do estado, José Bertotti, os efeitos da degradação recaem sobre a Caatinga. “O fato é a pressão sobre a nossa caatinga, onde o manejo inadequado pode causar situações de não cobertura desse ecossistema tão importante e tradicional que a gente conhece. É urgente que trabalhemos para aumentar a resiliência do nosso semiárido, diminuindo os efeitos adversos da mudança do clima", disse.

"Cabe lembrar que esses impactos não serão vivenciados da mesma forma. O semiárido terá situações que hoje já são extremas, de temperatura elevada e escassez hídrica, mas que se acentuarão, e as populações mais pobres serão muito atingidas pelas consequências da mudança do clima”, finalizou Bertotti.

O estudo de "Zoneamento das áreas suscetíveis à desertificação em Pernambuco" pode ser acessado através do endereço (semas.pe.gov.br).

DP

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