Peixes aparecem mortos no Canal do Fragoso, em Olinda

terça-feira, março 09, 2021
Vários peixes vêm sendo encontrados mortos no Canal do Fragoso, em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, desde o fim de semana. O cenário persiste nesta terça-feira (9).

Segundo moradores da região, as tilápias começaram a aparecer vivas na última sexta-feira (5), no próprio canal e em outros cursos d'águas próximos. O mau cheiro gerado pelos peixes, que começaram a morrer sem oxigênio, incomoda a população.

A reportagem tenta contato com a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para questionar se há alguma atuação do órgão no caso.

Por meio de nota, a Prefeitura de Olinda informou que "já está ciente da situação" e que enviou uma equipe da Secretaria de Meio Ambiente, na segunda-feira (8), para recolher as amostras.

Segundo a prefeitura, o objetivo é descobrir a causa das mortes. A gestão ainda comunicou que fará a remoção dos peixes mortos ainda durante esta semana.

Moradores e pescadores têm hipóteses diferentes para a origem dos peixes.

"Disseram que tinham escapado de um cativeiro, que tinha rompido. Mas achamos que podem ser peixes pequenos, do tamanho de quatro dedos, que vimos em dezembro e, agora crescidos, não têm espaço e até morrem sem oxigênio", relatou a pescadora Kelly Lopes.

Desde que os peixes começaram a surgir, moradores e pescadores usaram redes e até baldes para pegá-los. Kelly e o esposo coletaram e venderam alguns dos peixes que surgiram em um rio próximo ao canal do Fragoso, já em Rio Doce.

"Onde fomos pescar só tinha a gente [ela e o esposo], mas no início do [Canal do] Fragoso, tinha muita gente pegando. Tem gente que pega para vender, tem outros que pegam para consumo", completou Kelly.

Alguns dos peixes começaram a serem vistos pela população em peixarias e estabelecimentos comerciais da região, em Fragoso e Rio Doce.

A pescadora acrescenta que a tilápia é considera um peixe nobre e o quilo chega a custar até R$ 20.

"É um peixe caro. O pessoal não está com medo de comprar e consumir. Se saiu do viveiro mesmo, até umas 48 horas dá para comer tranquilo", completou Kelly.

FolhaPE


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