Moradores da Zona da Mata Norte sofrem com falta de água há quase um mês

segunda-feira, fevereiro 08, 2021
Moradores da Zona da Mata Norte de Pernambuco denunciaram a ausência de abastecimento de água na região. Entre os municípios afetados estão as cidades de Carpina, Buenos Aires, Paudalho e Nazaré da Mata. Em Nazaré da Mata, residentes relataram que o fornecimento não chega nas casas há cerca de 20 dias.


Com a seca, a estação elevatória Usina Barra, responsável pelo fornecimento de água em Nazaré da Mata, apresentou níveis abaixo da média e não consegue suprir a demanda dos moradores. Os habitantes também relataram dificuldades para conseguir água através de caminhões pipa. Uma lista de espera foi feita para atender a população, que informou desembolsar cerca de R$ 35,00 por mil litros de água.



Foto: Cortesia/WhatsApp

"Já vai fazer quase um mês que estamos sem água. Estou tendo que sair às 3h para procurar água. A gente liga para os fornecedores de caminhões pipa e eles não atendem. Tenho uma mãe que é doente. Preciso de água para lavar roupa, para utilizar no banheiro, lavar prato, tomar banho e não tem. Estamos puxando água pelos buracos. Nunca vi uma calamidade com esta", afirmou a dona de casa Izabel Maria da Silva, de 57 anos.



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Foto: Cortesia/WhatsApp

Em áudio enviado por um morador para o Diario de Pernambuco, um motorista de caminhão pipa afirma não saber se conseguirá entregar água para os moradores.

"São lugares distantes onde lavamos roupa, as mulheres não podem ir sozinhas. Mil litros de água não dá para nada. O riacho que a gente usava para lavar roupa, tomar banho, agora é poluído com fezes. A Compesa não responde às nossas ligações e nem manda água, mas a conta chega todo mês. Como eu vou pagar se o dinheiro que entra eu uso para pedir água?", questionou, Izabel.

Em imagem enviada pelos residentes, a chegada dos caminhões também representa desespero. Com filas imensas, moradores se aglomeram nas ruas e não utilizam máscaras. Muitos são idosos.




Foto: Cortesia/WhatsApp




A reportagem do Diario procurou a Compesa, mas ainda não recebeu retorno sobre a situação da região.

DP

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