Confira o guia e a tabela do Campeonato Pernambucano 2021

quarta-feira, fevereiro 24, 2021

“O ano só começa depois do Carnaval”, diz o ditado popular. E quando o ano não tem carnaval? Para os clubes, a resposta pode ser o Campeonato Pernambucano. A bola já rolou em 2021, mas ainda dentro da temporada 2020, com o fechamento dos torneios nacionais. Agora, o foco é no Estadual. Na época anterior, a disputa entrou para a história com o título do Salgueiro, o primeiro time do interior ganhador da competição. Ao todo, 10 times brigarão pela taça local.



O torneio começa dia 24 de fevereiro e termina dia 23 de maio. O formato é o mesmo, com nove rodadas na primeira fase. Os dois melhores avançam direto para a semifinal. O terceiro encara o sexto e o quarto pega o quinto, em jogos apenas de ida, no modelo de mata-mata, nas quartas de final. Os vencedores passam para a etapa seguinte, também com um duelo único. Na decisão, dois confrontos vão definir o ganhador do Estadual.

"O diferencial, neste ano, é que vamos começar no final de fevereiro e não no início. O calendário ficou mais curto, com mais conflitos de datas do que já tínhamos antes. Mas não há o que fazer. O campeonato só vai ficar aquém do que esperávamos porque a intenção era ter um Pernambucano com dois clubes na Série A, Sport e Náutico, se ele tivesse subido, um na B, caso o Santa também tivesse conseguido o acesso, e o Salgueiro na C", afirmou o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho.

AFOGADOS

Semifinalista na edição anterior do Pernambucano, o Afogados quer chegar ainda mais longe em 2021. E quem pode duvidar do time que surpreendeu o Atlético/MG na Copa do Brasil do ano passado? A equipe será comandada pelo técnico Sérgio China e aproveitou os últimos dias para fazer uma série de jogos-treino, preparando o grupo para a disputa da competição. Um dos destaques da Coruja é o zagueiro Heverton Luiz, remanescente da temporada 2020.


CENTRAL

Os dias que antecederam o pontapé inicial do Central no Pernambucano foram agitados. Primeiro, com especulações sobre a saída do técnico Nenê Vanucci. O profissional permaneceu, mas o mesmo não aconteceu com alguns atletas, como o meia Aruá, que foi para o Salgueiro, e o lateral-direito Douglas, que não foi aprovado nos exames. Em compensação, a Patativa fechou o zagueiro Arlan e o atacante colombiano Juan Palacios. A folha salarial do elenco em 2021 será de R$ 60 mil.


NÁUTICO

Fora das disputas da Copa do Nordeste e Copa do Brasil, o Náutico só terá o Campeonato Pernambucano no primeiro semestre. Ou seja, foco total no torneio. Em comparação com os integrantes do Trio de Ferro (Santa Cruz e Sport) e do Salgueiro, que disputam o mata-mata nacional e o Regional, o calendário do Timbu será mais folgado. No Estadual, os alvirrubros terão em média uma semana de descanso entre cada compromisso – com o dobro de tempo em alguns casos. Cenário que pode evitar o desgaste dos atletas. No elenco, a manutenção do técnico Hélio dos Anjos e a permanência de atletas como Jean Carlos e Kieza foram os principais “ganhos” da equipe para 2021.


RETRÔ

No ano passado, o Retrô surpreendeu em sua estreia na Série A1, chegando ao mata-mata e conquistando uma vaga na Série D 2021. A meta agora é alcançar a Segundona em 2023. Antes, porém, a Fênix deseja dar voos ainda mais altos no Estadual. Dos reforços confirmados, destaque para o atacante Mayco Félix, ex-Santa Cruz. A equipe será treinada por Nilson Corrêa, ex-Flamengo-PE, Ypiranga, Decisão e Vera Cruz.


SALGUEIRO

Campeão da edição anterior do Pernambucano, o Salgueiro por pouco não esteve ameaçado de disputar apenas o torneio local no primeiro semestre. No início do ano, o clube ameaçou deixar a Copa do Nordeste e a Copa do Brasil por conta de problemas financeiros. Imbróglio que chegou a envolver até o Náutico, que poderia herdar as vagas. Após resolver a situação e assegurar presença nas competições, o Carcará voltou os olhos para o Estadual. O clube permaneceu com o técnico Daniel Neri e, entre as novidades no elenco, os sertanejos contrataram o atacante Emanuel e o lateral-esquerdo Evandro, ex-Sport.


SANTA CRUZ

Atual vice-campeão do Estadual, o Santa Cruz finalizou a temporada anterior com a frustração de não ter conseguido o acesso à Série B. Porém, os tricolores depositam a confiança em uma temporada mais vitoriosa no processo de mudança pelo qual o clube passa. Primeiro, na administração, com a entrada do novo presidente, Joaquim Bezerra. No comando técnico, o Tricolor trouxe João Brigatti para a vaga de Marcelo Martelotte. No elenco, a aposta segue em peças remanescentes do ano passado, como o atacante Pipico, artilheiro do Pernambucano 2020.


SETE DE SETEMBRO

Voltando à Série A1 após 11 anos, o Sete de Setembro não pretende ser um mero figurante no Pernambucano. O técnico Carlos Júnior destacou que o objetivo do clube é buscar uma vaga na Série D. Recentemente, a equipe anunciou quatro novidades. Três para o elenco, casos do volante Mazinho, do lateral-direito Luiz Felipe e do atacante Paulista, ex-Porto, Santa Cruz e Sport. O nome mais famoso, contudo, é o do coordenador das categorias de base. Aos 48 anos, o ex-jogador Adhemar, que fez história no início dos anos 2000 pelo São Caetano, chegou com a meta de levar o Sete para a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2022.


SPORT

Depois de passar a temporada anterior brigando contra o rebaixamento no Pernambucano, o Sport, maior campeão do torneio, espera uma temporada bem diferente no Estadual. O elenco para 2021 ainda não está definido, assim como a permanência do técnico Jair Ventura. O clube, em março, ainda passará por uma eleição presidencial. Quanto ao elenco, a tendência é que, inicialmente, a equipe utilize mais peças da base. Principalmente na estreia, já que, no dia seguinte, o Leão terá um compromisso pela última rodada da Série A - os pernambucanos, porém, não correm mais risco de rebaixamento.


VERA CRUZ

Campeão da Série A2, o Vera Cruz fechou com o técnico Rômulo Oliveira, que estava no Retrô, na edição anterior do Pernambucano. Para 2021, a equipe se reforçou com as chegadas dos zagueiros Raykar Campos e Felipe Ramos, do lateral-esquerdo Antony, do meio-campo Índio e dos atacantes Vitinho e Édson. Sem poder jogar no Carneirão, o clube terá como casa a Arena de Pernambuco.


VITÓRIA

Após o susto no ano anterior, que quase gerou o rebaixamento à Série A2, o Vitória luta por uma vaga na Série D do ano que vem. A equipe, comandada pelo técnico Fernando Lins, ganhou os reforços do meio-campista Diogo Peixoto, o zagueiro Geovane, além dos atacantes William Salvaterra e Patrick Florindo.

FolhaPE  

Comente

Veja Também

Anterior
« Prev Post
Próximo
Next Post »