13,9 milhões de brasileiros estão desempregados, aponta IBGE

sexta-feira, fevereiro 26, 2021

O Brasil começou este ano com um contingente de 13,9 milhões de desempregados. É que, diante da crise do novo coronavírus, a taxa de desemprego do país saltou de 11% ao final de 2019 para 13,9% ao final de 2020. A taxa média foi de 13,5%, a maior em nove anos.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE), o ápice do desemprego foi registrado no terceiro trimestre do ano passado, quando a taxa de desocupação chegou a 14,6% e o número de desempregados bateu 14,1 milhões. No último trimestre, houve uma desaceleração desses números, por conta da reabertura das atividades econômicas. A reação, no entanto, não compensou todas as perdas sofridas nos trimestres anteriores, segundo o IBGE.


O país terminou o ano, portanto, com a maior média anual de desempregados da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). De acordo com o IBGE, na média, 13,4 milhões de pessoas estavam desempregadas em 2020. São 840 mil brasileiros a mais na fila por um emprego que em 2019. Com isso, a taxa média de desemprego foi de 13,5% em 2020, a maior taxa para um ano desde 2012.


“No ano passado, houve uma piora nas condições do mercado de trabalho em decorrência da pandemia de Covid-19. A necessidade de medidas de distanciamento social para o controle da propagação do vírus paralisaram temporariamente algumas atividades econômicas, o que também influenciou na decisão das pessoas de procurarem trabalho. Com o relaxamento dessas medidas ao longo do ano, um maior contingente de pessoas voltou a buscar uma ocupação, pressionando o mercado de trabalho”, explicou a analista da Pnad, Adriana Beringuy.


Com o aumento do desemprego, a população ocupada levou um baque inédito de 7,3 milhões de pessoas. “Saímos da maior população ocupada da série, em 2019, com 93,4 milhões de pessoas, para 86,1 milhões em 2020. Foi uma queda bastante acentuada e em um período muito curto. Pela primeira vez na série anual, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada no país. Em 2020, o nível de ocupação foi de 49,4%”, acrescenta Beringuy.


Subutilização e desalento recordes
Trabalhadores formais e informais foram duramente impactados pela pandemia de covid-19. Por isso, houve queda do número de trabalhadores com carteira assinada e também dos trabalhadores informais. Por outro lado, a taxa de subutilização e o desalento baterem recorde,


Segundo o IBGE, as pessoas subutilizadas são aquelas que trabalham menos do que poderiam e somaram 31,2 milhões em 2020, um resultado 13,1% maior que o de 2019. Já os desalentados são aqueles que desistiram de procurar trabalho por conta das condições do mercado e chegaram a 5,5 milhões de pessoas 2020, uma alta de 16,1% em relação ao ano anterior.


“Com os impactos econômicos da pandemia, muitas pessoas pararam de procurar trabalho por não encontrarem na localidade em que vivem ou por medo de se exporem ao vírus. Durante o ano de 2020, observamos que a população na força de trabalho potencial cresceu devido ao contexto. Esse processo causado pela pandemia, somado às dificuldades estruturais de inserção no mercado de trabalho, podem ter reforçado a sensação de desalento”, explicou Adriana.


DP

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