'Brasileiro não tem medo do perigo', diz Bolsonaro após país bater 220 mil mortos

quinta-feira, janeiro 28, 2021
Um dia após o Brasil alcançar a marca de 220 mil vidas perdidas pela covid-19, o presidente Jair Bolsonaro criticou as medidas de governadores e prefeitos que incentivam o isolamento social como forma de evitar a proliferação da doença. Além disso, ele reclamou do fechamento do comércio e disse que os brasileiros não podem parar de trabalhar por conta da pandemia.


“A política de fechar tudo e ficar em casa não deu certo. O povo brasileiro é forte, o povo brasileiro não tem medo do perigo. Nós sabemos quem é que são os vulneráveis: os mais idosos e os com comorbidade. O resto tem que trabalhar”, esbravejou o mandatário nesta quinta-feira (28/1), durante cerimônia de inauguração de uma ponte sobre o Rio São Francisco, na BR-101, entre Alagoas e Sergipe.


O levantamento mais recente sobre a pandemia divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que o país já perdeu pelo menos 220.161 pessoas por conta do novo coronavírus. Além disso, 8.996.876 de brasileiros foram infectados desde o início da pandemia. Em todo o mundo, o Brasil só está atrás dos Estados Unidos na quantidade de óbitos e é o terceiro país com o maior número de casos confirmados — Estados Unidos e Índia têm estatísticas superiores.


No momento, de acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), a média diária de mortes por covid-19 no Brasil é de 1.047, número que se aproxima do pico registrado em julho do ano passado, de 1.102. Além disso, o país tem uma média de 51.232 novas infecções por dia — desde o início do ano, essa média tem sido superior a 50 mil, o que não aconteceu em 2020 inteiro.


O primeiro mês de 2021 tem registrado índices preocupantes em meio à pandemia. No último dia 7, por exemplo, o Brasil teve a maior marca de novos casos para um período de 24 horas desde o início da crise: 87.843. Além disso, em 13 dias do mês de janeiro, o país superou 60 mil novas infecções, enquanto em 2020 isso só ocorreu em seis oportunidades.


Isolamento
Mesmo assim, o presidente pediu que governadores e prefeitos não restrinjam as atividades comerciais e deixem de promover medidas de isolamento social. “Entendam, cada vez mais, o isolamento, o lockdown, o confinamento nos leva para a miséria. E eu sempre disse lá atrás: a economia anda de mãos dadas com a vida. A vida sem recursos, a vida sem emprego torna-se muito difícil”, disse Bolsonaro.



“Meu pai sempre me ensinou: se coloque no lugar das outras pessoas antes de tomar uma decisão. Se eu fosse um dos muitos de vocês que fosse obrigado a ficar em casa, ver a esposa com três, quatro filhos, e não ter, como chefe do lar, como levar comida para casa, eu me envergonharia. Assim sendo, o apelo que eu faço a todos do Brasil: reformulem essa política”, acrescentou o presidente.

DP

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