Prisão em regime fechado não impede a qualificação e o trabalho de reeducandas na Colônia do Recife

quarta-feira, fevereiro 27, 2019
Um grupo de 14 reeducandas que cumpre pena no regime fechado, na Colônia Penal Feminina do Recife (CPFR), no Engenho do Meio, está sendo contratado, este mês, pela fábrica Rochelle, de roupas de cama, mesa e banho, em funcionamento na unidade prisional. As apenadas fizeram o curso de Noções de Costura Industrial, durante dez dias, através de convênio entre a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) e o Serviço Nacional da Indústria (Senai). Foram 40 horas aulas de capacitação e os certificados foram entregues na última sexta-feira, 22.

Pelo serviço elas serão remuneradas com 75% do salário mínimo e terão remição de pena de um dia para cada três trabalhados. Na Rochelle trabalham atualmente 48 reeducandas e com a chegada das novas trabalhadoras, esse número sobe para 62.

Além da CPFR, a Colônia Penal Feminina de Abreu e Lima (CPFAL) também conta com qualificação profissional. Em janeiro deste ano, 40 reeducandas concluíram o curso de Moda Íntima pelo Senai. Até o dia 23 de março, colocam a mão na terra aprendendo a fazer hortas, no curso de Olericultura, ministrado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), com 40 horas/ aula.

O objetivo dos cursos de qualificação, de acordo com a Seres, é promover qualificação para as reeducandas visando o retorno ao mercado de trabalho, e a diminuição da reincidência criminal.

Comente

Veja Também

Anterior
« Prev Post
Próximo
Next Post »