PCPE prende suspeitos de organização criminosa que se passavam por policiais

segunda-feira, janeiro 21, 2019
Organização criminosa que se passava de policiais para realizar assaltos a residências e estabelecimentos comerciais foi desmantelada pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE). A quadrilha atuava em toda Região Metropolitana do Recife e utilizava um veículo clonado que também foi fruto de um roubo.

As vítimas, a maioria idosas, relataram que os quatro bandidos eram bastante violentos, as amarravam com uma corda, as algemavam e ameaçavam as eletrocutar com uma máquina de choque que possuíam. Segundo o delegado titular da Roubos e Furtos, Vinícius Notari, os criminosos torturavam de forma bastante violenta, tanto fisicamente como psicologicamente, e, provavelmente, recebiam informações das vítimas antes de praticarem os crimes.

"Desde o ano passado a PCPE vem identificando vários roubos praticados contra comerciantes e residências, principalmente de pessoas idosas. O que chamou atenção foi o modo de eles se tratarem; 01, 02, modo o qual a policia costuma fazer. Chegaram a trocar, no minimo duas vezes de placas clonadas", comentou o delegado, que enfatizou que a quadrilha contava com colaboradores muitas vezes provenientes do próprio comércio.

Equipes de policiais da delegacia de Roubos e Furtos começaram a investigar o bando em outubro do ano passado. Os criminososconfessaram cinco assaltos dos quais quatro já foram reconhecidos. No entanto, a polícia acredita que os assaltantes são responsáveis por outros crimes semelhantes.


Os criminosos foram reconhecidos por utilizarem o mesmo veículo nos crimes, apenas trocavam a placa. Fato que ajudou a polícia a localizar o bando. A abordagem ocorreu no dia 17 de janeiro no bairro de San Martin. Foram presos Leandro Barbosa da Silva, conhecido como gordo, de 30 anos, Naeliton Alves da Silva, Pezão da carne, 37,
Erivaldo Francisco da Silva, vulgo coroa, 47, e Rui Barbosa da Silva, 29, baixote.

Com o quarteto foram apreendidos ainda duas pistolas, uma .40 e outra 380, uma máquina de choque, algema, munições, distintivos e vários celulares e relógios. Todos eles tinham passagem pelo sistema prisional. E vão responder pelos crimes de associação criminosa armada, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo. Leandro e Erivaldo também vão responder pelo crime de porte de arma equiparada de uso restrito.

FolhaPE

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