Menino de 1 ano é abandonado pela mãe e resgatado em apartamento

quinta-feira, janeiro 31, 2019

Um menino de 1 ano e 3 meses foi abandonado em um apartamento de um conjunto habitacional, no bairro de Afogados, na Zona Oeste do Recife. A partir de denúncias da comunidade, o Conselho Tutelar e a Polícia Militar resgataram a criança, deixada sozinha pela mãe, que seria usuária de drogas.


A Polícia Militar informou que foi acionada às 19h30 de quarta-feira (30) para fazer o resgate da criança, no Conjunto Habitacional Padre Miguel. A Polícia Civil informou que o Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) está investigando o caso.


A conselheira tutelar Sandra Eunice relatou ao G1, por telefone, nesta quinta-feira (31), que o menino foi levado para um abrigo, no Recife. Ela disse, ainda, que encaminhou o caso para a Justiça.


Segundo a conselheira, no apartamento foi encontrada uma tornozeleira eletrônica de monitoramento de pessoas envolvidas em crimes.


Ela afirmou que a mulher, identificada como Flaviane Firmino, chegou a ser presa em setembro de 2018 por envolvimento com drogas e foi liberada por ter um filho menor.


Sandra disse, ainda, que, depois da prisão, Flaviane passou a ser monitorada por meio da tornozeleira. A conselheira declarou que a mulher não foi encontrada depois do abandono do menino.


O delegado Ademir de Oliveira, do Departamento de Polícia da Criança de do Adolescente (DPCA), informou que entrou em contato com o Conselho Tutelar e solicitou registros sobre o caso.


Ele disse, ainda, que ao receber a documentação vai abrir procedimentos para investigar o abandono do menor.


“Também deveremos investigar o caso dessa tornozeleira eletrônica que foi encontrada no apartamento. Se a mãe da criança quebrou o equipamento e deixou de ser monitorada, isso significa quebra de condicional e, por isso, poderemos pedir que ela seja presa”, comentou.


Segundo Sandra, o Conselho Tutelar monitora o caso da família da criança há pouco mais de um ano. Ela informou que a mãe do menino, de cerca de 20 anos, tem envolvimento com consumo e venda de crack.



“A situação dessa família é muito grave. Flaviane mora com dois irmãos adolescentes, que também usam drogas, e foram deixados por uma tia, depois da morte da mãe deles. Todos moram nesse apartamento, que foi doado pela prefeitura”, comentou.


A conselheira contou que chegou a fazer um pedido para que Justiça cuidasse do caso e providenciasse o acolhimento da criança.


“O menino apresenta sinais de que não é bem cuidado pela mãe, que costuma sair de casa para usar e vender drogas”, acrescentou.


Procurado pelo G1, o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou não pode se pronunciar, uma vez que o caso envolve um menor de idade.


O G1 também entrou em contato com a Secretaria de Ressocialização de Pernambuco (Seres) e aguarda retorno sobre o pedido de informações a respeito do monitoramento eletrônico de Flaviane Firmino.

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