Homem aciona Burger King para comer de graça

sexta-feira, janeiro 04, 2019
Um morador de Oregon, nos Estados Unidos, apresentou uma ação na Justiça na qual exige que a rede de fast-food Burger King “cumpra sua promessa” de alimentar-lhe de graça por toda a vida após ter ficado preso no banheiro de um dos seus restaurantes, informou nesta quinta-feira (3) a imprensa local.


O litigante, Curtis Brooner, de 50 anos, entrou com o processo na corte civil do condado de Multnomah, no Oregon, depois que, segundo ele, a rede americana rompeu unilateralmente a promessa que tinha sido feita pelo gerente do restaurante onde ficou preso.


Os fatos ocorreram em 15 de dezembro, quando Brooner ficou preso durante mais de uma hora no banheiro do restaurante até que um chaveiro chegou para ajudá-lo.


“É o típico lugar no qual você tem que prender a respiração: entra e sai tão rápido quanto se pode. Mas essa é uma opção que eu não tive”, explicou o litigante ao jornal local “The Oregonian”, ao qual afirmou que, quando conseguiu sair do banheiro, todo seu corpo “cheirava a ferrugem”.


Foi então o próprio gerente do local que lhe ofereceu como compensação “comida de graça por toda vida”, uma proposta que Brooner aceitou e, a partir desse momento, foi comer no restaurante diariamente durante os 13 dias seguintes, em algumas ocasiões inclusive duas vezes por dia.


No entanto, no 13 º dia, os funcionários do restaurante lhe comunicaram que um chefe de distrito do Burger King lhes tinha ordenado que pusessem fim ao acordo.


O que Brooner pede agora à Justiça é que a rede de restaurantes cumpra a promessa original ou que pelo menos lhe forneçam uma refeição de graça por semana durante toda sua vida.


Seu advogado, Michael Fuller, estima que se Brooner viver outros 22 anos até completar 72 (uma estimativa que, segundo o profissional, leva em conta os hábitos alimentares do litigante), o Burger King gastaria aproximadamente US$ 9 mil servindo-lhe um hambúrguer de graça por semana.

“Pode ser que haja elementos engraçados neste caso, mas não há nada engraçado em estar preso em um banheiro frio e úmido durante uma hora. É uma questão de honra”, conclui Brooner em sua ação.



Efe

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