Empresa é multada em R$ 23,6 mil por provocar morte de árvore no Recife

segunda-feira, outubro 22, 2018
Uma corretora de seguros foi multada em R$ 23.625 por provocar a morte de uma árvore na Rua Teles Júnior, no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (SDSMA), a Krause Corretora de Seguros usou uma furadeira e injetou uma substância química na mangueira, de 15 anos, para erradicá-la.

O G1 entrou em contato com a Krause Corretora de Seguros e aguarda retorno.

A informação sobre o problema na Zona Norte chegou à prefeitura por meio de denúncias realizadas pelos moradores da região. Eles enviaram um vídeo em que pessoas furavam a mangueira e injetaram uma substância em seu tronco, para causar o envenenamento e retirada da árvore na frente da corretora de seguros.

Segundo os moradores, foram feitos 13 furos na árvore, no dia 13 de setembro. O processo administrativo foi concluído pela prefeitura na quinta-feira (18) e a empresa ainda apode recorrer da decisão.

Após a denúncia, os moradores chegaram a comprar adubo e remédios para tentar impedir o envenenamento da planta, mas engenheiros florestais da prefeitura avaliaram que os danos são irreversíveis. Por causa disso, a mangueira deve ser erradicada, já que o veneno foi injetado no centro do tronco e se espalhou.

Após identificar a empresa como autora do envenenamento, a prefeitura também determinou que a corretora pague pela retirada da árvore e faça o plantio de duas novas mudas.

A administração municipal informou que, por causa do envenenamento, o solo em frente à corretora tornou-se infértil. Por isso, o local do plantio deve ser determinado pela Secretaria de Meio Ambiente. Também cabe à empresa cuidar das plantas pelo período de um ano.

Segundo o gerente-geral de Controle Ambiental da SDSMA, Edson Simões, o órgão pretende pedir à Delegacia de Polícia do Meio Ambiente (Depoma) a abertura de um inquérito policial para investigar o caso como crime ambiental. Segundo ele, não foi obedecida a legislação ambiental.

"Não foi feito nenhum pedido de poda à [Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana] Emlurb. Nesses casos, deveria ter sido feito o pedido de erradicação, mas apenas se houvesse dano ao patrimônio privado ou algo que justificasse a eliminação dessa árvore", explicou Edson.

A fonoaudióloga Andrea LaGreca estava em casa no momento da intervenção na árvore. "Foi um estrondo terrível. Colocaram veneno com armas para a árvore morrer, uma árvore que não tem defesa, como o ser humano, e agora está morta, esperando cair e causar um transtorno", afirmou.

Moradores pediram a manutenção do tronco da árvore, após a erradicação, para a realização de uma intervenção com um artista plástico no local. A ideia, segundo Edson Simões, é que a intervenção seja um símbolo em prol da preservação da natureza.

"Temos que erradicar a árvore, porque ela foi envenenada. Também não dá para plantar nada ali, porque tudo o que botar, vai morrer. Vamos deixar só o tronco, para os moradores, que denunciaram o caso, se lembra em da árvore", complementou Edson.



G1PE

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