Blogueira é vítima de golpe que clona conta de WhatsApp para pedir dinheiro

segunda-feira, setembro 24, 2018
A Polícia Civil está investigando um golpe digital sofrido pela blogueira Regina Dias, que teve a conta bancária invadida e o WhatsApp clonado. Diante do problema, a corporação alerta para os cuidados necessários para evitar esse tipo de problema, como troca constante de senhas e uso de redes wi-fi confiáveis.

Segundo Regina, o problema teve início quando ela recebeu uma mensagem indicando que o WhatsApp não estava funcionando em seu aparelho. “Eles diziam que eu tinha registrado meu número de WhatsApp em um telefone diferente, então o aplicativo estaria habilitado em outro aparelho”, relembra.

A vítima, no entanto, só se deu conta de que o procedimento era um golpe ao saber que, através de sua conta no aplicativo de mensagens, estavam sendo enviados pedidos de depósito em uma conta bancária.

“Eles mandavam as mensagens para as pessoas da minha agenda pedindo dinheiro emprestado, para um depósito que eu, supostamente, precisava fazer com urgência até a manhã do dia seguinte”, conta.

A blogueira entrou em contato com a operadora para bloquear a linha telefônica, mas se deu conta de que o procedimento não encerrava a conta no WhatsApp. “Descobri que o aplicativo funciona mesmo com a linha desativada. Basta que a pessoa esteja com ele instalado e com acesso a uma rede wi-fi”, afirma a vítima.

Ao reativar o número de celular na operadora, Regina recebeu várias mensagens de SMS de seu banco, informando transações, compras feitas em seu cartão de crédito. “O banco bloqueou o cartão e me informou que eles conseguiram acessar meus dados de cadastro no banco alterando o número do meu celular. Quando o banco enviasse qualquer mensagem, eu não receberia”, diz.

Diante do golpe, a blogueira se sente vulnerável no mundo digital. “Já registrei na polícia, mas será que só existe uma quadrilha fazendo isso? É uma sensação de impotência total”, lamenta.

Dicas

De acordo com a delegada do Consumidor Beatriz Gibson, ainda não há uma legislação que se aplique a esse tipo de crime, mas o procedimento tem sido enquadrado como estelionato e pode resultar entre um e cinco anos de pena.

“Se você é uma pessoa que compacta sua vida no celular, troque sua senha com frequência. Caso esse tipo de crime aconteça, recomendamos que as pessoas procurem a polícia para registrar o boletim de ocorrência”, afirma. Gibson também explica que, com o BO, as operadoras também recebem uma notificação.

Evitar usar redes públicas de wi-fi também é um procedimento recomendado. “A maioria das captações de aplicativos se dá em locais públicos com redes wi-fi. Estatisticamente, os aeroportos são os locais em que isso mais ocorre”, conta.



G1PE

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