Mutirão avalia influência dos óculos na melhora da visão de crianças com microcefalia no Recife

quinta-feira, agosto 02, 2018
Um mutirão de atendimento a crianças com Síndrome Congênita do Zika Vírus busca, nesta quinta-feira (2), verificar de que forma os óculos estão contribuindo para a melhora do desenvolvimento da visão das crianças. A ação acontece na Fundação Altino Ventura (FAV), no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife.

O atendimento tem a participação da oftalmopediatra norte-americana Linda Lawrence, da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos. A médica, especialista em crianças com problemas neurológicos, veio para investigar os casos e ajudar a identificar meios que possam aumentar a qualidade de vida das crianças.

“A ideia é identificar como a criança está usando a visão para os hábitos de vida diários e como podemos diminuir o estrabismo”, explica a oftalmopediatra.

Desde o chamado “boom da microcefalia” em Pernambuco, entre 2015 e 2016, esta é a primeira vez que os médicos estudam isoladamente os casos de estrabismo. A proposta do atendimento é saber quais os casos têm sido corrigidos com a ajuda dos óculos e quais pacientes precisam de cirurgia.

“Em algumas crianças que avaliamos na terça [31], pudemos comprovar cientificamente a melhora das crianças que estão usando óculos. Várias, inclusive, tiveram diminuição do estrabismo”, afirma a vice-presidente da FAV, a médica Liana Ventura.

Doação de óculos

Em abril de 2016 e em maio de 2017, crianças com microcefalia receberam doações de óculos por meio de servidores da Secretaria Estadual de Saúde e da própria Fundação Altino Ventura. Os objetos foram doados após os médicos constatarem que os problemas de visão acometiam 45 de 150 crianças que foram examinadas em 2016.



G1PE

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