Ex-advogado de Trump fecha acordo com procuradores, diz imprensa

terça-feira, agosto 21, 2018
O ex-advogado do presidente americano Donald Trump, Michael Cohen, fechou nesta terça-feira (21) um acordo com procuradores para se declarar culpado em uma investigação federal, segundo a imprensa americana.

A rede CNN informa, segundo três fontes, que Cohen deve se declarar culpado por "múltiplas" acusações de violações de financiamento de campanha, fraude fiscal e bancária. O acordo deve incluir o tempo de prisão e valor de multa.

Segundo o jornal “New York Times”, as investigações relacionadas a Cohen concentraram-se em parte em seu papel de ajudar a fechar acordos financeiros para garantir o silêncio de mulheres que disseram ter tido casos com o presidente Donald Trump, incluindo a atriz pornô Stormy Daniels e a ex-modelo da Playboy Karen McDougal.

Os procuradores querem saber se o pagamento feito a elas envolve dinheiro de sua campanha presidencial, o que violaria as leis federais sobre financiamento de campanha.

As autoridades federais também investigam se Cohen cometeu fraudes bancárias e fiscais.

Fontes disseram ao “New York Times” que o acordo não inclui cooperação por parte de Cohen.

Cohen foi advogado de Trump e seu confidente durante anos. Depois, ele passou a aconselhar o presidente em negócios imobiliários e questões pessoais.

Em julho, foi divulgado que o FBI apreendeu gravações de conversas de Trump e Cohen durante uma busca aos escritórios do advogado. Em um áudio revelado pela CNN, os dois discutem o pagamento que fariam para comprar os direitos sobre a história de McDougal.

Após a divulgação da existência dos áudios, Trump criticou o ex-advogado, dizendo ser inconcebível e "talvez ilegal" que um advogado grave o seu cliente.

No caso da atriz pornô Stormy Daniels, o presidente admitiu que Cohen chegou a um acordo de confidencialidade com a mulher em seu nome e que reembolsou o valor. Cohen pagou US$ 130 mil a Stormy Daniels dias antes da eleição de Trump para que ela se calasse sobre o tema. O presidente esclareceu que o dinheiro não vinha de sua campanha eleitoral, mas disse que as acusações eram "falsas e extorsivas".



G1

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