Motorista que causou tragédia da Tamarineira vai a júri popular

segunda-feira, julho 30, 2018
O universitário João Victor Ribeiro de Oliveira Leal, de 25 anos - acusado de provocar o grave acidente que matou três pessoas no bairro da Tamarineira, Zona Norte do Recife, no dia 26 de novembro de 2017 – irá a júri popular ainda este ano. Confirmada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a decisão foi emitida, desde a última sexta-feira (30), pelo juiz Ernesto Bezerra Cavalcanti, da 1ª Vara do Júri da Capital. A expedição dos mandados, que informa as partes envolvidas no processo, aconteceu no início da tarde desta segunda (30).

João Victor está preso desde novembro do ano passado no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, por ter provocado a morte da funcionária pública Maria Emília da Motta Silveira, 39, do filho dela Miguelzinho, 3, e da babá Roseane Maria de Brito, 23, que estava grávida. Ainda ficaram gravemente feridos o marido de Maria Emília, o advogado Miguel da Motta Silveira, 45, e a filha do casal Marcela, 5.

Segundo o advogado de Miguel, André Caúla, o objetivo da defesa é que o acusado seja condenado por homicídio triplamente qualificado. O advogado da vítima disse, em nota oficial, que trabalha também para que João Victor seja mantido preso até o final do processo. “Estamos trabalhando para que o fato seja julgado o mais rapidamente possível. A partir do momento em que o acusado optou por ingerir bebidas alcoólicas e conduzir seu veículo em alta velocidade, ele efetivamente assumiu o risco (e não se importou) de produzir eventual resultado danoso. Além disso, argumentamos que, em razão da sua indiferença com o resultado de sua conduta, o acusado deverá ser julgado pelo Tribunal do Júri pela prática dolosa de três crimes de homicídio consumado e dois crimes de homicídio tentado”, explicou André Caúla.

Segundo a Assessoria de Comunicação do TJPE, a defesa de João Victor poderá recorrer a decisão de pronúncia. Após o julgamento do recurso, o processo será inserido na pauta de sessões do 1º Tribunal do Júri da Capital.

Entenda o caso
João Victor Ribeiro, de 25 anos, conduzia um Ford Fusion em alta velocidade e acabou avançando um sinal vermelho no cruzamento da Rua Cônego Barata com o início da Estrada do Arraial, atingindo uma Toyota RAV4, onde estavam o advogado Miguel Arruda da Motta Silveira Filho, 46, e Maria Emília Guimarães, 39, com os dois filhos e a babá Roseane Maria de Brito Souza, 23, no dia 26 de novembro de 2017. Maria Emília e Roseane, que estava grávida de três meses, morreram na hora. O filho mais novo do casal, Miguel, 3, não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte ao acidente.

Quase duas semanas depois da colisão, o advogado Miguel Filho recebeu alta do Hospital Santa Joana, no bairro das Graças, no Recife. A filha, Marcela Guimarães da Motta Silveira, 5, ficou internada na UTI pediátrica do mesmo hospital e, depois de quase dois meses do acidente, recebeu alta.



FOLHAPE

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