Cancelamento de voos impede pernambucanos de voltar da Itália para o Brasil

quinta-feira, julho 19, 2018
Um grupo de mais de 50 brasileiros está na cidade de Milão, na Itália, sem conseguir voltar ao Brasil, após o cancelamento de voos internacionais operados pela empresa Cabo Verde Airlines (TACV). Ao menos cinco dos passageiros prejudicados são pernambucanos.

Entre eles está o casal Danilo Fontes e Amanda Tavares. Desde a segunda-feira (16), os dois tentam sair da Europa. Entre os passageiros também há pessoas do Ceará e do Rio Grande do Norte.

Oficialmente, segundo os passageiros, o único anúncio feito pela companhia aérea foi um post no Facebook, no dia 10 de julho, em que diz que "devido à entrega imprevista de aviões" para a frota, a empresa "lamenta profundamente os atrasos e cancelamentos de voos a ocorrer neste período" e que está "a trabalhar incansavelmente para remarcar todos os nossos passageiros em voos alternativos com o único foco em garantir que cheguem ao seu destino da forma mais rápida e confortável possível, em companhias terceiras".

O farmacêutico Danilo Fontes viajou com a esposa, a terapeuta ocupacional Amanda Tavares, e deveria ter saído da Europa na segunda-feira (16).

Os dois já passaram por dois hotéis desde o cancelamento do voo. Eles, que moram em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, deveriam chegar ao Recife na terça-feira (17).

“Fomos informados do cancelamento no aeroporto, na hora do voo. Algumas pessoas receberam um aviso durante a noite, mas não foi nosso caso. Nenhum dos e-mails que mandamos foi respondido. O telefone só chama, mas ninguém atende. O que mais angustia é a falta de informação”, disse Danilo.

No roteiro do casal estava previsto que eles saíssem de Milão, passassem pela Ilha do Sal, em Cabo Verde, e seguissem em direção ao Recife. Segundo Amanda Tavares, os preços de passagens com direção ao Brasil, nesse tipo de urgência, ultrapassam R$ 5 mil, valor com o que os dois não conseguem arcar.

“Algumas pessoas voltaram por conta própria, para depois ser ressarcidas na Justiça, mas para um casal, é mais de R$ 10 mil para voltar. Aproveitamos e-mails de pessoas que foram respondidas para propor voos para nós mesmos, e ainda assim não recebemos resposta. Tem idosos, crianças, famílias inteiras aqui”, explicou Amanda.

Segundo Amanda, o casal deveria ter voltado ao Brasil no fim das férias dos dois. Eles já precisavam ter retornado ao trabalho, mas foram prejudicados pelo cancelamento dos voos.

"Todo o nosso planejamento foi estacionado, inclusive de vida, porque meu pai estava hospitalizado. O mais angustiante é a falta de contato com a empresa. Hoje, chegaram outras duas vans de pessoas com voos cancelados e não há perspectiva de retorno. Algumas pessoas conseguiram voltar pela companhia, mas não entendemos a prioridade”, lamentou Amanda.



G1PE

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