Pesquisador compara comportamento dos tubarões em Fernando de Noronha e no Recife

terça-feira, junho 12, 2018
O presidente do Instituto Tubarões de Fernando de Noronha, Léo Veras, participou nessa segunda-feira (11), de uma audiência pública no Recife, convocada pela Assembleia Legislativa. O objetivo era discutir os ataques de tubarões em Pernambuco. Entre os dados divulgados, o pesquisador informou que a possibilidade de encontrar um tubarão tigre na ilha é mais de 1.400 vezes maior que no Recife.

O presidente do Instituto Tubarões de Fernando de Noronha, Léo Veras, participou nessa segunda-feira (11), de uma audiência pública no Recife, na Assembleia Legislativa. A convocação foi feita pelo deputado Aloysio Lessa (PSB), com objetivo era discutir os ataques de tubarões em Pernambuco. Entre os dados divulgados, o pesquisador informou que a possibilidade de encontrar um tubarão tigre na ilha é mais de 1.400 vezes maior que no Recife.

A transferência do mar em Noronha e o equilíbrio ecológico da região podem ser motivos do baixo índice de incidentes na ilha. O Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit), contabilizou 65 incidentes desde 1992 no estado. Segundo os pesquisadores, o tubarão da espécie tigre é um dos principais responsáveis pelos ataques ao longo desses anos. Os deputados buscam alternativas para reduzir os riscos para a população, por isso Veras foi convidado para a audiência.

Apesar da grande quantidade de tubarões encontrados na ilha, ao longo da história o número de incidentes é considerado pequeno, apenas um caso foi classificado como ataque, no ano de 2015, na Praia do Sueste.

O estudioso Léo Veras tem realizado o monitoramento desses animais na ilha. Desde o ano de 2014 estão sendo feitas capturas e marcação para estudo. Neste período foram captados cerca de 100 tubarões. “Comparando o trabalho que nós fazemos em Noronha com as capturas feitas no Recife, a probabilidade de se capturar um tubarão tigre na ilha é 1.429 vezes maior que na capital pernambucana. É uma diferença muito discrepante. É preciso educação ambiental e o manejo das áreas urbanas, essa é uma decisão de Estado”, falou o pesquisador.

Veras deu outras sugestões. “Atitudes, como captura e remoção dos animais e retirada da costa, como fazia a Universidade Federal Rural de Pernambuco. Pode-se fazer um planejamento mais potencializado, mais eficiente nessa ação”, falou Léo Veras.

Essas e outras sugestões foram ouvidas pelos deputados estaduais, que devem encaminhar ao Cemit--- sugestões de trabalho.



G1PE

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