Grupo suspeito de pichações no Sítio Histórico de Olinda é alvo de operação da PF

quarta-feira, junho 06, 2018
Um grupo suspeito de pichar prédios públicos e privadosprincipalmente no Sítio Histórico de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, é o alvo da Operação Grapixo, deflagrada nesta quarta-feira (6), pela Polícia Federal (PF) em Pernambuco.

Ao todo, 28 policiais federais divididos em seis equipes cumpriram seis mandados de busca e apreensão na cidade. O material encontrado com os suspeitos deverá ser usado para a continuidade das investigações. Os integrantes do grupo serão interrogados e indiciados na sede da PF, localizada no Bairro do Recife, na área central da Capital. As penas podem variar de três meses a três anos de detenção, caso os suspeitos sejam condenados.

Os prédios pichados pelo grupo são protegidos por lei e ato administrativo e os atos de destruir, inutilizar ou deteriorar qualquer bem protegido e pichar edificação ou monumento urbano tombado são crimes previstos pelo artigo 62 do Código Penal. O grupo também deverá responder pelo crime de associação criminosa. As investigações tiveram início em fevereiro de 2018. Entre os principais alvos do grupo, segundo a PF, estavam residências, igrejas, estabelecimentos comerciais, prédios públicos, muros, praças, pontes e monumentos localizados em Olinda.

Segundo a PF, durante as investigações, os policiais identificaram o modus operandi do grupo. Geralmente, as pichações são feitas durante a madrugada por jovens do sexo masculino, que disputam reconhecimento e respeito junto a outros pichadores. Eles costumam inclusive se reunir em determinados pontos da cidade para trocar "tags" (como são conhecidas as "assinaturas" pintadas nas paredes) e planejar ações em busca de "novos territórios", especialmente locais de difícil acesso.

Proteção federal

O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade foi tombado em 1968 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Sítio Histórico também é considerado Monumento Nacional e Patrimônio Natural e Cultural da Humanidade. Todos esses títulos colocam a área, que possui cerca de 1,2 quilômetro quadrado, em normas de proteção federal.

FolhaPE

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