Figurinhas fazem a alegria dos boleiros

quarta-feira, junho 13, 2018
Os tradicionais jogos de carta e mesa, além dos modernos apetrechos tecnológicos, dividem a preferência com outra atividade entre os boleiros nas concentrações dos clubes de futebol, às vésperas da Copa do Mundo. Febre entre as crianças, os álbuns de figurinha fazem a alegria também de alguns "marmanjos" do mundo da bola. Fellipe Bastos e Camacho, jogadores de Sport e Náutico, respectivamente, são dois que voltam no tempo com a edição de 2018 da Panini.

"Sou apaixonado por álbuns de figurinhas desde a Copa de 94, quando ainda era criança. Meu pai comprava e eu colecionava com o meu irmão. Tínhamos de Copa, do Campeonato Brasileiro e chegamos até a colecionar o da NBA", declarou Fellipe Bastos, que quer transmitir para as próximas gerações o amor que tem pelas figurinhas. "Meu filho é tão viciado quanto eu em relação às figurinhas, me perturba para completar o álbum. Quando compro figurinha e vem alguma repetida, ele não gosta. Tento explicar que é preciso haver repetida para podermos trocar. Outro dia fui ao shopping e fiquei um tempão trocando figurinha com ele".

Mas são poucos os que colecionam a publicação da Panini no elenco rubro-negro. No grupo, apenas quatro possuem o álbum. Além do volante Fellipe Bastos, participam da brincadeira o goleiro Agenor, o volante Neto Moura e o zagueiro Leo Ortiz. Sorridente, Fellipe não hesitou em falar quem é o mais viciado do quarteto."O que mais enche o saco é Ortiz. Ele tem todas os cromos possíveis e impossíveis que precisamos para completar. Creio que ele e Agenor são mais viciados que eu nas figurinhas", contou o volante.

Fellipe se diz admirador do futebol de alguns jogadores presentes no artigo colecionável, como Pogba, Kanté, Wietsel e Thiago Alcântara, além de ser amigo pessoal do brasileiro Philippe Coutinho. Ele viu o camisa 11 da Seleção Brasileira subir para o profissional do Vasco. Hoje, vendo o seu conterrâneo no álbum, garantiu saber que o jogador do Barcelona chegaria longe no futebol. "Quando subiu para o profissional, já fazia a diferença com 17 anos. Fico perturbando ele para trazer o hexa para o Brasil."

Assim como Fellipe Bastos, Camacho também teve sua paixão pelo objeto se iniciando na Copa de 1994. "Eu era bem pequeno, e meu pai comprou o álbum e alguns pacotes de figurinhas. Ele colava as figurinhas comigo, além de ir na banca para trocarmos as repetidas. Ali foi o primeiro contato. Desde então, em todas as outras Copas eu colecionei. É algo que começou de pai para filho, e que agora passo para a minha filha mais velha. Ela vem se interessando, e gosto disso. Pergunto se os amiguinhos dela têm repetidas para trocar. Acaba sendo uma interação.", contou o zagueiro alvirrubro.

Não muito chegado aos jogos modernos, Camacho aproveita a concentração para assistir filme e descansar para as partidas do Náutico. Agora, com o álbum da Copa do Mundo, o zagueiro arrumou mais um motivo para interagir com os companheiros. "Ficamos brigando para ver quem vai completar primeiro. Apesar que, aqui no Náutico, não temos muitos jogadores que são adeptos à coleção de figurinhas. Além de mim, tem Jobson, Negretti, Cal e Daniel Bueno. Negretti é o que fica mais atrás, pergunta todo dia se compramos novos pacotes para poder trocar", falou.

Fã de zagueiros italianos, o camisa 4 do Náutico também não escondeu sua admiração pelo zagueiro espanhol Sergio Ramos. Camacho se espelha no jogador do Real Madrid. "Zagueiro muito competitivo, vencedor, que está há muitos anos jogando em alto nível. Ele é um exemplo a ser seguido dentro de campo. É um cara que luta pelos interesses da equipe e está sempre em boa forma", afirmou o atleta.



FOLHAPE

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