Distribuição de gás de cozinha segue irregular no Grande Recife, uma semana após fim da greve dos caminhoneiros

quarta-feira, junho 06, 2018
Uma semana após a liberação dos caminhões que ficaram retidos no Porto de Suape durante os bloqueios da greve dos caminhoneiros, moradores do Grande Recife continuam enfrentando dificuldade para conseguir comprar gás de cozinha. Nesta quarta (6), a equipe de jornalismo encontrou filas causadas pelo abastecimento irregular. (Veja vídeo acima)

Devido a demanda reprimida causada pelos dez dias da paralisação dos caminhoneiros, parte das revendedoras estão distribuindo senhas nas filas, que se formam cedo, para ordenar o atendimento. Na ilha de Joana Bezerra, no Centro do Recife, por exemplo, há mais gente nas filas que botijões nos estoques.

No bairro da Iputinga, na Zona Oeste, os botijões são vendidos a R$ 65. Botijões na fila são presos com cadeados às grades, durante a espera. Em Casa Amarela, na Zona Norte, muita gente nas filas aguardava a chegada dos caminhões das distribuidoras, com valores também a R$ 65.

Na comunidade de Chão de Estrelas, na Campina do Barreto, também na Zona Norte, pessoas sentaram para esperar a chegada do gás. O preço no cartaz colado na parede da empresa é R$ 60.

Um dos moradores que formaram fila em frente a uma distribuidora de Joana Bezerra, Vladimir Luiz da Silva foi um dos que não conseguiram comprar os botijões.

"Quando cheguei bem perto, eles disseram que tinha acabado o gás e não podiam despachar", disse.

Após reunião realizada na tarde de terça-feira (5), que contou com a presença das cinco empresas de envase de gás de cozinha que atuam no Porto de Suape e a administração do porto, a direção esclareceu que, desde o fim da manifestação dos caminhoneiros e da liberação da avenida portuária, no dia 30 de maio, “todas as empresas estão trabalhando em regime especial para que a situação seja normalizada no menor espaço de tempo possível”.

Juntas, segundo o porto, as empresas abastecem, em dias normais, uma média de 104 mil botijões por dia em Suape. Nesse período pós-manifestação, a produção subiu para 135 mil botijões a cada dia, o que representa um crescimento de aproximadamente 30%.

Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em Pernambuco, o preço médio do gás custa R$ 71,69. No mês de maio, o valor médio era de R$ 62,78.



G1PE

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