Presidente do Ceasa diz que situação ainda é estável

quinta-feira, maio 24, 2018
No quarto dia de protestos dos caminhoneiros, o Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa) continua sofrendo com a pouca chegada de caminhões. Nesta quinta-feira (24), cerca de 1,6 mil toneladas de alimentos chegaram ao local, onde em dias normais recebe três mil toneladas. Apesar de a quinta ser o dia da semana de maior movimento, vários boxes da Ceasa fecharam mais cedo nesta tarde devido à queda de abastecimento dos alimentos por causa da crise dos combustíveis.

Segundo o presidente do Ceasa, Gustavo Melo, a situação do local ainda está estável, mas em alguns dias caso não seja resolvida a manifestação, é possível que falte alimentos. "Existe comida na Ceasa, porém alguns alimentos estão com o preço elevado, em situação de alerta, o que o consumidor tem de estoque já está acabando. Se a situação não se regularizar em 48h, algumas frutas e folhas podem faltar para o consumidor, estamos esperando uma definição", disse.

No Ceasa, cerca de 700 caminhões chegam por dia para abastecimento dos consumidores, porém nessa quarta (23) menos da metade chegou ao centro. "Só entraram cerca de 310 caminhões aqui e isso ocasionou na elevação do preço da batata, cebola e cenoura por exemplo, onde a primeira subiu bem mais de 100%", afirmou o presidente.

Ainda de acordo com o presidente do Ceasa, o consumidor é prejudicado pelo alto preço, mas diz que é feito um alerta para que o comerciante do local não faça como os postos de combustível. "Tentamos conversar com o comerciante para que ele coloque um preço justo e não abuse da situação que está acontecendo. O produtor rural também se prejudica com isso, pois alguns produtos são perecíveis e acabam se perdendo na estrada", finalizou.

Em alguns estabelecimentos dentro do Ceasa, já é possível encontrar produtos bem acima do preço comum. A batata por exemplo, estava com o quilo custando cerca de R$ 2 e agora com a situação está na casa dos R$ 8. Já a cebola e a cenoura, que também estavam com os mesmos preços, estão na casa dos R$ 4,50.

No Comercial Mangabeira, uma saca de batata já está na casa dos R$ 300, onde na normalidade custa R$ 150. "A batata está com esse preço e foi o que mais aumentou. Desde terça eu tenho caminhões retidos nas estradas. Um saco com 20kg de cebola está custando R$ 70. Eu nunca vi uma greve pesar tanto quanto essa, espero que melhore, pois só tenho 5 mil quilos de produtos", afirmou José Luiz, responsável pelo estabelecimento.

Para o ajudante João Carneiro, de 74 anos, a situação precisa ser resolvida para que o mercado melhore. "Muita gente acaba sem comprar por conta do alto preço, o comércio precisa voltar assim como o preço dos combustíveis mais baratos", afirmou.



FOLHAPE

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