Boca-de-urna na Irlanda indica que opção por permitir o aborto ganhará por ampla margem em referendo

sexta-feira, maio 25, 2018
Pesquisa de boca-de-urna Ipsos/MRBI indica que os eleitores da Irlanda optaram por ampla margem (68% contra 32%) mudar a constituição para tornar o aborto legal. O país europeu tem atualmente uma das proibições mais rígidas do mundo à interrupção da gravidez.

Os eleitores formaram longas filas nas zonas eleitorais nesta sexta para votar no referendo que deve ser um marco de uma trajetória de mudanças em um país que, só duas décadas atrás, era um dos mais conservadores da Europa em questões sociais.

Analistas já anunciavam que um comparecimento alto, especialmente em áreas urbanas, provavelmente favoreceria a vitória do "Sim".

O eleitorado da nação profundamente católica foi indagado se queria descartar uma proibição que foi introduzida na Constituição por meio de um referendo 35 anos atrás, e que foi revertida parcialmente em 2013 para casos nos quais a mãe corre risco de morte.

O primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar, que votou "Sim" em sua seção eleitoral em Castleknock, um subúrbio de Dublin classificou o referendo como uma chance que ocorre "uma vez por geração".

"Acho que esta questão é importante porque se passaram 35 anos desde que alguém teve a escolha de votar a respeito", opinou Sophie O'Gara, de 28 anos, que votou "Sim".

"Muitas mulheres viajaram por toda a Inglaterra para conseguir cuidar de suas famílias e ter cuidados de saúde, e acho que isso é uma vergonha e que tem que mudar", disse, referindo-se às mulheres que foram ao Reino Unido para fazer abortos.

A Irlanda vem mudando rápido. O país legalizou o divórcio por uma maioria estreita só em 1995, mas três anos atrás se tornou o primeiro do mundo a aprovar o casamento gay por votação popular – mas nenhum tema social divide tanto seus 4,8 milhões de habitantes como o aborto.



G1

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